quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O que é ter fé e como usar perfeitamente
A fé é um dos elementos mais importantes que circunda o mundo e a existência humana, chegando por vezes a nortear todas as ações dos homens. Para a antiguidade, para o medievalismo ou para a idade moderna a fé, ora fortalecida, ora negada, era constante tema de tratados, batalhas, dominação e educação moral. Em tempos de ciência e tecnologia limitada ela representava o ponto mais curioso e conturbado da afirmação humana. Em linhas simples, a fé é a crença firme em determinado conceito (abstrato), sem nenhuma confirmação empírica de tal objeto. A manutenção da fé está ligada a razões históricas, socioculturais, dogmáticas ou ainda ideológicas. A principal questão que a rodeia são os princípios do racionalismo e positivismo: como pode o homem acreditar em algo que não vê, não toca ou não ouve? Discussões à parte, a fé é usada, em estâncias generalizadas, como um instrumento para momentos de desespero, agonia, dor e tristeza. Crer que forças superiores ou metafísicas são aquelas que comandam o mundo é um alento para tempos cruéis, para tempos de dúvida, ou até mesmo quando se necessita de algo de grande importância, como a cura de uma doença, por exemplo. Quando todos os outros meios e fins falham, a fé é o que mantém milhares de pessoas esperançosas em suas lutas e dilemas particulares. Com a fé o homem obtêm promessas, vive, protege a si mesmo, caminha pelos passos da crença e ainda agrada a Deus. É importante destacar o valor individual da fé. Por tempos, a fé católica, por exemplo, foi imposta aos povos, a partir do objetivo de dominação e conquista. No decorrer dos anos, a manifestação da fé foi tomando aspectos mais livres. No preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos encontramos “Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os homens gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do homem comum”, comprovando o regime rígido na qual a fé já foi incorporada. Já o Artigo XVII é mais explicito sobre as mudanças ocorridas “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Na Coreia do Norte, milhares de cristãos são postos em campos de concentração


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Enquanto o governo da Coreia do Norte se recusa a reconhecer a existência de presos políticos, milhares de cristãos e outros prisioneiros de consciência permanecem trancados em grandes campos de concentração que lembram o holocausto nazista
 Visto facilmente através de imagens de satélite, mas fortemente negado pelo governo, os campos de concentração norte-coreanos carregam o horror das prisões e torturas da época do Holocausto. Um livro, lançado no início desse mês, traça o perfil de Shin Dong-Hyuk, único homem que conseguiu escapar de um campo classificado como "zona de controle total". Depois de passar algumas semanas na lista dos mais vendidos, Escape from Camp 14 (Escapei do Campo 14, tradução livre) chamou a atenção internacional para a Coreia do Norte. O país, frequentemente, enfrenta críticas de organizações de direitos humanos. A Portas Abertas EUA destaca a terrível situação em que vivem os crentes da Coreia do Norte: a isolada nação asiática ocupa a posição número um na Classificação de Países por Perseguição de 2012; de uma compilação de 50 países onde os crentes enfrentam mais perseguição religiosa. Estima-se um número entre quarenta e setenta mil cristãos que sofrem em campos de zona de controle total, onde as pessoas rotuladas como "pensadores errados" são enviadas para morrer. Shin Dong-hyuk nasceu neste mesmo tipo de campo, em 1982. Em seu livro, ele admite que denunciou sua mãe e irmão aos guardas da prisão porque eles planejaram fugir sem ele. Como resultado, eles foram pendurados na frente de Shin e outros prisioneiros; ele próprio também foi torturado, como punição por seu "crime". Shin disse ao jornalista americano Blaine Harden, autor de Escape from Camp 14, que ele “queria que as pessoas soubessem qual é o tipo de criança que vive nesses campos: extremamente leal aos guardas; que faria qualquer coisa para conseguir mais alimentos". As condições nos campos de prisioneiros norte-coreanos são semelhantes aos campos sob o inesquecível regime de Hitler, Stalin e Mao. "Prisioneiros políticos" trabalham, essencialmente, até a morte; enquanto são submetidos a torturas físicas e psicológicas graves. A Portas Abertas revelou que a carga horária básica de trabalho são 18-20 horas por dia, com pouca ou nenhuma comida. Para complementar a ração que recebem para comer, os presos consumem qualquer coisa comestível, incluindo cobras, ratos, insetos, raízes e ervas. Em abril, a Comissão Norte-Americana para os Direitos Humanos na Coreia do Norte lançou um relatório baseado em entrevistas com 60 ex-prisioneiros e guardas. O relatório de duzentas páginas descreve prisões localizadas principalmente nas regiões montanhosas do norte, rodeadas por arame farpado e cercas elétricas – cercas que Shin escalou na esperança de escapar, usando o corpo de seu melhor amigo como isolamento contra a corrente mortal. Em 2009, a Coreia do Norte declarou ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas: "O termo ’preso político' não existe no vocabulário da DPRK (sigla em inglês que, traduzida, quer dizer República Democrática Popular da Coreia); acampamentos dos prisioneiros chamados ‘políticos’ não existem”. De acordo com o relatório de abril, ex-prisioneiros foram capazes de identificar seus locais de trabalho, áreas de execução e outros marcos usando imagens de satélite disponíveis no Google Earth. Greg Scarlatoiu, diretor executivo do Comitê para os Direitos Humanos na Coreia do Norte, disse que, enquanto a Coreia do Norte tenta esconder as realidades terríveis de Pyongyang, mais de trinta mil desertores norte-coreanos fugiram do país. Ore em favor dos crentes presos na Coreia do Norte. Peça a Deus para sustentá-los e para que eles possam ser libertos. Clame por mudanças que só podem ser trazidas através do Evangelho.

 FonteMission Network News TraduçãoAna Luíza Vastag